Hoje é dia de divórcio.
Dia de enfrentar tudo aquilo que você viveu e vai jogar fora;
Dia de dizer, por fim, Adeus, au revoir, arrevederci.
É também um dia de briga, de rancor, de acordo onde uma das partes sempre sai perdendo, além de perder um amor.
Acho engraçado todo esse processo de divórcio...Porque sempre envolve injustiça a fim de querer fazer justiça.
Todo arquivo tem um histórico, mas quando se trata de casamento, esse histórico é completamente ignorado até que chega a separação, porque aí sim há de se lembrar tudo o que se passou entre o casal, todas as conquistas, e brigas, e mentiras.
O divórcio é, também, muito burocrático. Não há como unir casais quando uma das partes não quer mais, então divide logo o que foi conquistado e pronto.
Ninguém quer sair perdendo... Mas já se perdeu! Perdeu absolutamente todo o tempo que foi vivido.
Ontem me deu conta de que realmente é o fim. Acabou! Meu pai não vai mais voltar para casa, minha mãe vai ter que arrumar um novo amor, e eu vou ter que ficar nessa corda bamba o resto da minha vida. No fundo, sempre encarei o divórcio como se meu pai estivesse viajando para longe, como ele sempre fez.
Eu nunca senti que ele realmente tinha saído. E só ontem, dois anos depois, que caiu a minha ficha! Não tem mais churrascos, nem viagens de fim de ano, nem colo, nem cinema em família.
Me acho sim muito nova para estar sem família. Talvez se eu fosse criança, seria melhor. Mas tinha que ser no meio? Bem no meio?! Tenho que encarar responsabilidades que não cabem em mim. Não deveriam caber...
Aos 19 anos me sinto com 30. Tenho que ficar de intermediária em tudo que acontece com as pessoas ao meu redor. Meus amigos, meus pais, meu irmão, meus avós, meu namorado, a família do meu namorado...É quase que um carma.
Esse divórcio mudou a minha vida, para pior em certos pontos, e para melhor em outros, visto que eu não aguentava mais ter meu pai com a cara de bunda dele aqui em casa.
Dormindo no sofá, e quase não conversando com ninguém. Claro que a vida dele tava um porre, então foi embora. Até aí, ok. Tá perfeito.
Mas o pós-divórcio sempre traz verdades que você não sabia e nem gostaria de saber.
Verdades que você sempre vai lembrar e vai odiar;
Não há conforto. Há solidão. Para ambos, para sempre.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Montando o Circo
Acho incrível essa mania que a gente tem de ficar se enganando.
Conheço um ser que fez a seguinte coisa: "Eu te amo. Vou embora!"
Como pode?! Ele foi ser feliz com outra pessoa. Até aí, tudo bem, porque não sou a melhor companhia do mundo. Mas o problema é quem tenta preencher um vazio com outra pessoa.
Quem faz isso engana a si mesmo e inclusive, a nova paixão.
Logo, começa o circo. Um grande espetáculo miserável rodeado de falsidade.
Eu não diria que ele é o palhaço, pois este tem o intuito de nos fazer rir; Não é também o domador, porque não consegue nem controlar suas próprias ações, muito menos a de outras pessoas; O trapezista é corajoso demais, logo, você não faz parte dessa categoria.
Então vou encaixá-lo no malabarista.
Sempre tentando manter o ritmo ao equilibrar várias coisas ao mesmo tempo, e sorrir.
Ele troca os malabares entre São Paulo e o Sul do país. É um show com direito a turnê, e digno de premiação. Como é talentoso...teatral!
Hoje, eu consigo me divertir nesse circo, nessa lona que ele montou. Assisto de camarote e ainda como pipoca. E o aplauso? Um dia o faço pessoalmente. Sorrindo, do jeito que você gosta.
Conheço um ser que fez a seguinte coisa: "Eu te amo. Vou embora!"
Como pode?! Ele foi ser feliz com outra pessoa. Até aí, tudo bem, porque não sou a melhor companhia do mundo. Mas o problema é quem tenta preencher um vazio com outra pessoa.
Quem faz isso engana a si mesmo e inclusive, a nova paixão.
Logo, começa o circo. Um grande espetáculo miserável rodeado de falsidade.
Eu não diria que ele é o palhaço, pois este tem o intuito de nos fazer rir; Não é também o domador, porque não consegue nem controlar suas próprias ações, muito menos a de outras pessoas; O trapezista é corajoso demais, logo, você não faz parte dessa categoria.
Então vou encaixá-lo no malabarista.
Sempre tentando manter o ritmo ao equilibrar várias coisas ao mesmo tempo, e sorrir.
Ele troca os malabares entre São Paulo e o Sul do país. É um show com direito a turnê, e digno de premiação. Como é talentoso...teatral!
Hoje, eu consigo me divertir nesse circo, nessa lona que ele montou. Assisto de camarote e ainda como pipoca. E o aplauso? Um dia o faço pessoalmente. Sorrindo, do jeito que você gosta.
Queda Livre
Ela se jogou no amor. Deliciosa fantasia, doce que não tem fim.
Almeja que o sabor fique nos lábios pelo resto da vida.
Coroa o ser amado, com sentimento exacerbado
De tudo o que deixou de viver.
Todo o fundinho de esperança foi depositado
Todo amor mal acabado
Toda ambição posta ao coração
Viveu. Voou.
Correu de olhos fechados
Pelas veias da paixão
O açúcar foi derretendo
Cada vez mais em falta
O inevitável desespero chegou
Descaso e sumiço se fizeram presentes
A âncora foi então lançada
E todo aquele amor afundou
O que era colorido, desbotou
A flor que foi dada, despedaçou
A sutura quase curada
Sofreu uma violação
Sem pára-quedas ou manual de instrução
Lá vai ela...
Dar de cara pro chão.
Almeja que o sabor fique nos lábios pelo resto da vida.
Coroa o ser amado, com sentimento exacerbado
De tudo o que deixou de viver.
Todo o fundinho de esperança foi depositado
Todo amor mal acabado
Toda ambição posta ao coração
Viveu. Voou.
Correu de olhos fechados
Pelas veias da paixão
O açúcar foi derretendo
Cada vez mais em falta
O inevitável desespero chegou
Descaso e sumiço se fizeram presentes
A âncora foi então lançada
E todo aquele amor afundou
O que era colorido, desbotou
A flor que foi dada, despedaçou
A sutura quase curada
Sofreu uma violação
Sem pára-quedas ou manual de instrução
Lá vai ela...
Dar de cara pro chão.
O monstro em mim
Estou à flor da pele!
Irada e surtada....poderia abrir uma parede com as minhas próprias mãos, se quisesse.
O motivo? Meu realismo.
Será que eu sonho de menos e falo de mais?
Eu sempre magouo de certa forma as pessoas que eu gosto com as coisas que falo.
Navalha na língua.
Mas o que eu tento fazer é trazer uma dose de realidade para sonhadores em excesso, apenas.
Pode ser dura e fria, mas é o que é. Sinto muito! Não tenho tempo para otimismo e mundo cor-de-rosa. Logo, coloco meus monstros para fora e dou bronca mesmo!
Sim, eu sonho. Eu faço planos como ninguém mais faz. Eu anseio o futuro, monto um paralelo para isso, e tento viver dentro dele. Só que moderação existe, e está aqui nesse mundo para ser colocada em prática. Ponderar faz parte ou deveria fazer das ações humanas.
O apego, o amor, e qualquer outro sentimento também exige tal verbo.
Extremismo não é bom para ninguém...Vamos manter o equilíbrio, que não provém somente da gravidade. É um exercício que alimenta a alma. Eu garanto!
Juro que só tento ajudar quando faço isso!
Irada e surtada....poderia abrir uma parede com as minhas próprias mãos, se quisesse.
O motivo? Meu realismo.
Será que eu sonho de menos e falo de mais?
Eu sempre magouo de certa forma as pessoas que eu gosto com as coisas que falo.
Navalha na língua.
Mas o que eu tento fazer é trazer uma dose de realidade para sonhadores em excesso, apenas.
Pode ser dura e fria, mas é o que é. Sinto muito! Não tenho tempo para otimismo e mundo cor-de-rosa. Logo, coloco meus monstros para fora e dou bronca mesmo!
Sim, eu sonho. Eu faço planos como ninguém mais faz. Eu anseio o futuro, monto um paralelo para isso, e tento viver dentro dele. Só que moderação existe, e está aqui nesse mundo para ser colocada em prática. Ponderar faz parte ou deveria fazer das ações humanas.
O apego, o amor, e qualquer outro sentimento também exige tal verbo.
Extremismo não é bom para ninguém...Vamos manter o equilíbrio, que não provém somente da gravidade. É um exercício que alimenta a alma. Eu garanto!
Juro que só tento ajudar quando faço isso!
Juro que vou parar.
Jura que vai parar (pra pensar)?
quinta-feira, 2 de julho de 2009
More is never enough
Toda a vez que eu assisto Sex & the City, pela milésima das vezes, sempre acrescenta alguma coisa muito boa na minha vida.
Alguma conclusão, um ponto final para as minhas reticências.
Talvez por ser um seriado que se trata se amizade e amor, coisas que sempre foram complicadíssimas para a minha cabeça.
Acho que para ser amigo, infelizmente devemos não ser exigentes, porque então nos tornamos chatos. Só que ao mesmo tempo, o amigo não demanda exigências, porque este simplesmente cumpre com aquilo a que se impõe o termo amizade.
Ou seja, não sei como agir, como ser. Como faço as pessoas gostarem de mim? Existe uma fórmula para todas essas pessoas cheias de compromissos, e festas, e amigos?
Eu gosto de mim, do jeito que sou, porque eu simplesmente soul. Acho que devo reclamar menos, esse é um objetivo. Reclamo toda hora, o mais nunca é o suficiente.
Não sei, pessoas no geral nunca estão satisfeitas, e sempre cobram de você coisas que elas não fazem. É tudo muito prático. E entediante, também.
Apesar dos pesares, nunca me senti tão sozinha e tão bem em minha vida. Preciso sim de companhia, novas inclusive... Mas eu tenho uma mania que não me deixa viver. Estou sempre me resumindo a minha insignificância. Sempre achando que não vou me divertir, ou que devo fazer isso ou aquilo. A liberdade nessa forma tentadora parece longe do meu alcance.
Quero amigos para uma vida inteira, amor para uma vida inteira. Quero intensidade, porque sou e sinto intensamente!
A vida não faz sentido algum se não for desse jeito. Não para mim.
É o não que eu ouço e ecoa...Não que voa.
Quero voar também...
Alguma conclusão, um ponto final para as minhas reticências.
Talvez por ser um seriado que se trata se amizade e amor, coisas que sempre foram complicadíssimas para a minha cabeça.
Acho que para ser amigo, infelizmente devemos não ser exigentes, porque então nos tornamos chatos. Só que ao mesmo tempo, o amigo não demanda exigências, porque este simplesmente cumpre com aquilo a que se impõe o termo amizade.
Ou seja, não sei como agir, como ser. Como faço as pessoas gostarem de mim? Existe uma fórmula para todas essas pessoas cheias de compromissos, e festas, e amigos?
Eu gosto de mim, do jeito que sou, porque eu simplesmente soul. Acho que devo reclamar menos, esse é um objetivo. Reclamo toda hora, o mais nunca é o suficiente.
Não sei, pessoas no geral nunca estão satisfeitas, e sempre cobram de você coisas que elas não fazem. É tudo muito prático. E entediante, também.
Apesar dos pesares, nunca me senti tão sozinha e tão bem em minha vida. Preciso sim de companhia, novas inclusive... Mas eu tenho uma mania que não me deixa viver. Estou sempre me resumindo a minha insignificância. Sempre achando que não vou me divertir, ou que devo fazer isso ou aquilo. A liberdade nessa forma tentadora parece longe do meu alcance.
Quero amigos para uma vida inteira, amor para uma vida inteira. Quero intensidade, porque sou e sinto intensamente!
A vida não faz sentido algum se não for desse jeito. Não para mim.
É o não que eu ouço e ecoa...Não que voa.
Quero voar também...
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